O Mounjaro acaba de ganhar um novo capítulo, e ele vai além do controle glicêmico e da perda de peso.
A FDA aprovou nos Estados Unidos o uso da tirzepatida, da Eli Lilly, para reduzir o risco de 𝗲𝘃𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗰𝗮𝗿𝗱𝗶𝗼𝘃𝗮𝘀𝗰𝘂𝗹𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗴𝗿𝗮𝘃𝗲𝘀, incluindo morte cardiovascular, infarto e AVC não fatais, em adultos com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular. A decisão foi baseada no SURPASS-CVOT, estudo com mais de 13 mil participantes e acompanhamento de aproximadamente cinco anos.
O ponto interessante para a indústria está na ampliação do território competitivo. Medicamentos que ganharam enorme visibilidade pelo impacto metabólico passam a construir uma proposta de valor cada vez mais abrangente, conectando diabetes, obesidade e risco cardiovascular. No estudo, o Mounjaro demonstrou não inferioridade frente ao 𝗧𝗿𝘂𝗹𝗶𝗰𝗶𝘁𝘆 (dulaglutida), com taxa 8% menor de eventos no desfecho cardiovascular composto, embora superioridade estatística não tenha sido estabelecida.
Para a Eli Lilly, a nova indicação fortalece o posicionamento da tirzepatida em um dos mercados mais disputados da indústria farmacêutica. E o movimento reforça algo que merece atenção também no Brasil: a competição entre as terapias incretínicas tende a depender cada vez menos apenas de perda de peso ou controle da glicemia e mais da capacidade de demonstrar 𝗯𝗲𝗻𝗲𝗳𝗶𝗰𝗶𝗼𝘀 𝗰𝗹𝗶𝗻𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗮𝗱𝗶𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 para pacientes de alto risco.
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